Nathalie, a mais italiana das espadistas brasileiras

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Nascida na Itália, modelo é bronze na esgrima e lembra vida no Brasil: “Feliz”

Nathalie Moellhausen é modelo e diretora artística, e após disputar as Olimpíadas pela Itália, optou por mudar de pátria: “Jogar pelo Brasil é a coisa mais linda da minha vida”

Por Guilherme Costa Toronto, Canadá

Na história dos Jogos Olímpicos, a esgrima italiana tem 121 medalhas, mais que o Brasil em todas as modalidades somadas (108). E é uma atleta nascida em Milão o maior destaque da brasileiro da atualidade. Na terça-feira, Nathalie Moellhausen conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos na categoria espada. Ela, que também trabalha com modelo e organiza festas, tem um português quase perfeito e relembra infância no Rio de Janeiro:

– Jogar pelo Brasil é a coisa mais linda que passou na minha vida. Até 12 anos, sempre passei natal no Brasil. Lembro do restaurante da minha tia, comíamos carpaccio de carne com patê de
fígado. Tenho lembranças de um Ano Novo na praia do Rio de Janeiro, são muito boas as lembranças. E o sol muito forte também – disse a atleta, que mora em Paris (França).

Nathalie nasceu em Milão, na Itália, mas dividiu sua infância entre a Europa e o Brasil, onde visitava as tias no Natal e Ano Novo, além de outras datas festivas. Defendendo a Itália, a atleta foi campeã mundial por equipes em 2009 e, após a eliminação das Olimpíadas de Londres, resolveu adotar o Brasil para representar

Nathalie Moellhausen esgrima pan-americano 2015 (Foto: Eric Bolte/Reuters)
Nathalie Moellhausen esgrima pan-americano 2015 (Foto: Eric Bolte/Reuters)

– Eu tenho uma coisa muito forte pelo Brasil desde criança. Sempre quis fazer algo pelo Brasil, não sabia o que fazer. Resolvi fazer o esporte – disse a atleta, que também é muito grata por tudo que a esgrima italiana lhe proporcionou.

Depois do resultado nas Olimpíadas de Londres, onde perdeu nas quartas de final por equipes, Nathalie deu uma pausa em sua carreira. Em um ano sabático dentro do esporte, a ítalo-brasileira organizou a festa de cem anos da Federação Internacional de Esgrima. Para ela, um prazer imenso e um orgulho:

–  Após Londres, a Federação  me pediu para organizar e ser responsável por toda direção artística da festa de 100 anos da entidade. Organizei tudo, espetáculo, bailes, consertos, escolhi as bandas, os artistas. Foi um evento enorme, tive que parar por um ano. Eles me perguntaram: a festa ou a esgrima? Eu escolhi, naquele momento, a festa. Também trabalho como modelo as vezes, já fiz fotos bem legais – disse.

A esgrima brasileira já tem, por ser sede, nove vagas nas Olimpíadas de 2016. O objetivo de Nathalie é assegurar um lugar pelo ranking mundial, abrindo assim as cotas nacionais para outras categorias. No momento, está em 21ª da classificação e teria a vaga garantida.

Nathalie Moellhausen -  modelo e atleta de esgrima (Foto: Alexandre Castelo/COB)
Nathalie Moellhausen – modelo e atleta de esgrima (Foto: Alexandre Castelo/COB)